O misticismo das estrelas e constelações na História

As estrelas e constelações tem um poder muito místico, que nos atrai como um imã. Ao longo História são diversas as lendas e relatos de contemplação dos astros, desde os primórdios da humanidade e em diversas culturas. Se você também ama astronomia e admirar o universo, vem com a gente mergulhar na História!

Como surgiram as estrelas – Folclore brasileiro


Algumas índias foram colher milho para o sustento da tribo e os deixaram separados. Os indiozinhos, seus filhos, pegaram parte do milho e pediram para que a avó fizesse um pão para eles com aquele milho. Comeram tudinho e para que não soubessem do roubo, cortaram a língua da pobre vovó.

As índias ao se darem conta do sumiço dos milhos e das crianças foram procurá-los, mas eles haviam fugido no mato e pedido ao colibri que amarrasse no céu grandes cipós para não serem alcançados.
Uma delas olhou para o céu e viu os pestinhas pendurados lá no alto. Ao que tentaram subir para alcançá-los, os pequenos cortaram os cipós e ao se chocarem com o solo as mães viraram animais selvagens, como a onça pintada.

Punidos por sua malvadeza, os indiozinhos ficaram no céu e seus olhos sempre abertos são as estrelas, fadados a olhar diariamente para baixo e ver o que aconteceu com suas mães.

Mitologia grega

A mitologia grega tem diversas histórias sobre deuses e algumas fazem referência às estrelas e constelações! Veja aqui algumas delas:

imagem de uma parte de uma estrutura de um prédio em Atenas com esculturas

Órion

Por ser uma das constelações mais visíveis e de maior destaque, as histórias de Órion na mitologia são bastante importantes!

Ele era um gigante caçador, filho de Poseidon, que deu de presente ao filho o poder de andar sob as águas. O danadinho então foi até a ilha de Quios, onde se apaixonou pela filha do responsável pela ilha e por não poder ficar com ela, a violentou. Como punição o deixaram cego, mas depois acabou curado por Helios, que concedeu os raios solares para orientar-lhe a visão.

Em uma das versões, como Órion era o favorito de Ártemis (deusa da caça), isso criou grande ciúme em Apolo – que mandou um escorpião para matar o gigante. Ele foge para dentro das águas e Apolo pede então para que sua irmã cace o ponto que se desloca dentro do mar. Ao perceber que mata seu adorado Órion ela o coloca nas estrelas junto a Sirius, seu cão (parte da Constelação Cão Maior).

Em outra versão é Gaia (deusa da terra) que manda o temido escorpião depois de Órion desafiá-la e dizer que mataria todos os seres do planeta.

De qualquer forma, o bonito de tudo isso é que tanto Órion quanto o escorpião viraram constelações no céu e a impressão que temos quando a Constelação de Escorpião aparece no céu é que Órion foge dele em meio ao horizonte.
Aqui no Brasil vemos claramente as Três Marias, centro da constelação de Órion e que compõe seu cinturão.

Híades

Frutos da união entre Pleione (figura advinda de Oceano) e Atlas (o gigante que foi fadado por Deus a carregar o céu nas costas), as Híadas tinham muitos irmãos – entre eles Hias.

Conta a mitologia que um dia Hias foi caçar e ao ser morto por um leão suas irmãs Híadas entraram em desespero e melancolia e se suicidaram.

Como forma de agradecimento à ajuda que concederam a Dioniso, Zeus fez delas uma junção de estrelas na Constelação de Touro. Os gregos acreditavam que sua aparição indicava o surgimento de chuvas (por aparecerem sempre em épocas mais chuvosas) e que o fenômeno acontecia pela tristeza e lágrimas pelo seu amado irmão.

Plêiades

Também filhas de Pleione e Atlas, Plêiades eram sete irmãs por quem Órion também se apaixonou.

Por muitos anos o gigante as perseguiu e tentou conquistá-las a todo custo, sendo que Zeus então tomou uma atitude e as converteu em pombas (significado grego de Plêiades), para que voassem longe do caçador.
Elas voaram para o céu e deram a origem à constelação que leva seu nome.

Maias e Astecas

imagem de um templo maia e asteca

Muito há o que se falar sobre esses dois povos e suas particularidades em relação aos astros.

Os astecas acreditavam que eram responsáveis por manter o Sol ativo no céu e assim garantir a sobrevivência da humanidade através de sacrifícios humanos aos deuses. Fizeram o calendário solar, que era composto por 365 dias.

Já os maias (300 – 900 d.C) fizeram diversos cálculos, extremamente precisos, se baseando nas estrelas. Chega a ser assustador (rs) o quanto esse povo soube, através da observação paciente e constante desses elementos. Fizeram uma série de calendários interligados (lunar, solar e de “contagem longa”) que permitiam tanto contar o tempo de maneira menor quanto fazer previsões futuras – e assim entender a meteorologia e tomar as melhores tomadas de decisão na agricultura, por exemplo.

Ainda hoje pode-se perceber a atenção dos maias aos detalhes nos seus observatórios em sítios arqueológicos (como Chichén-Itzá ou Tulum), onde toda as construções são voltadas para observação dos astros – exemplo incrível do Templo de Kukulcán: que tem quatro lados, cada um com uma escada de 91 degraus. Somando os quatros temos 364 degraus + a plataforma de acesso e aí temos os 365 dias do calendário solar. Incrível, não?

O incrível mistério dos Dogons e Sirius

imagem mostra povo africano dogon vestido com roupas típicas cerimonais

Uma história também fascinante é sobre os Dogons – tribo que remonta a cerca de 5 mil anos e que vive em uma região extremamente árida e isolada da África.

Para resumir, apesar de completamente isolados de qualquer outra civilização, analfabetos e sem acesso a qualquer tipo de tecnologia, relataram que um povo extraterrestre (Nommos) vieram à Terra e contaram a seus antigos sacerdotes informações precisas sobre Sirius e a constelação Cão Maior.

O conhecimento foi passado oralmente de geração a geração e sem qualquer instrumento telescópico, instrução e antes que os astrônomos modernos pudessem divulgar, eles já sabiam falar detalhadamente sobre Sirius B (estrela menor de Sirius, a 8,57 anos luz da Terra), as quatro principais luas de Júpiter e os anéis de Saturno, entre muitas outras informações que você pode ver (e vale a pena!) aqui.

Intrigante, não? Eles inclusive fazem a cada 50 anos celebrações com danças típicas para comemorar a passagem de ciclo de Sirius (o qual sabiam perfeitamente), em homenagem aos Nommos.

Gostou dos relatos, se interessa por astronomia, estrelas e constelações ou conhece alguém que é apaixonado pelos astros?  O quadro do Mapa do Meu Céu é o presente ideal para você ou um presente único para quem ama o tema: ele mostra as estrelas e constelações no exato momento de um acontecimento especial e assim como os maias, astecas ou deuses gregos deixa a gente encantado com a beleza do universo e o que ela tem para nos destinar! Confira como fazer o seu aqui e valorize a beleza que a natureza reservou para nós 😉